terça-feira, 1 de setembro de 2009

caminho II...


durante meses a fio foi estranheza o que senti em mim... ele continuava ali do meu lado, lutando e fazendo o que podia para me ajudar, contudo nessa altura meu amor tinha ficado escondido e resguardado da racionalização que senti necessária naquele momento... resguardado simplesmente porque era demasiado especial e porque quando iniciei aquele processo, sabia que não queria mudar o que sentia, não queria deixar de sentir tudo aquilo nem perder o que quer que pudesse perder daquele amor, somente acrescentar-lhe mais e mais linhas... o tempo demonstrou que consegui fazê-lo, sem me ter dado conta, no entanto também me demonstrou que devia ter dado conta mais cedo que tinha tido sucesso quando o resguardei... adiante... estava a decorrer o ano de dois mil e sete, do qual passavam poucos meses desde o início, quando deixei e quis que na minha entrasse um ser (em seguida designado apenas de fp)... começámos a falar primeiramente online e um dia por telefone enquanto viajava rumo a lisboa para umas férias de páscoa... era uma pessoa diferente, instável ao qual achei graça, piada e senti interesse... nasceu uma relação daqueles dias, uma relação marcada pelo medo dele da distância que nos separava... pediu-me simplesmente que não mudasse minha atitude quando deixasse lisboa... algo que aconteceu assim que regressei à minha casa, ao meu espaço, ou melhor aquele que começava a deixar de ser o meu espaço e passava a ser simplesmente um espaço onde estudava, conversava mas já não reflectia, não vivia e não despejava as minhas emoções, porque nesse momento estava demasiado frio e apesar de saber que as possuía, não as sentia... a pessoa que amava, adiante prefiro chamar-lhe Tinkie, não conseguira ficar do meu lado pela dor que tudo aquilo lhe causava e afastou-se... e eu continuei, a frieza que havia conquistado e o facto de ter isolado aquele sentimento lindo por ele, permitiu-me continuar, abalado mas em frente... até que a relação subitamente conheceu seu fim, justificado pela distância e por o fp não me sentir igual... a verdade? não estava igual, as saudades não me causavam a dor que corroía o coração e o sentimento não tinha a profundidade suficiente para lutar contra a distância, quer da minha parte quer da parte dele, além de que outra uma pessoa do seu passado havia regressado à sua vida fazia pouco tempo... corri a lisboa, precisava ter certeza daquela decisão e daquele fim... a resposta no frente-a-frente foi a que esperava e a relação havia mesmo terminado... fiquei triste, triste porque descobri que apesar de não sentir algo desmedido por ele, descobri naquele dia que aquele miúdo me tinha cativado com sua instabilidade, não o amei, mas deslumbrei-me com algumas coisas no seu ser... era inocente, como eu havia sido durante anos, - continuo a ser em demasia acho eu - e marcou-me naquela fase, quebrou o cubo de gelo criado, fez voltar os medos que sentia e decidi que havia de lutar por ele, algo que nunca cheguei verdadeiramente a fazer, quis fazê-lo mas não havia um fim que me fizesse sofrer e ir lutar contra tudo e contra todos e principalmente contra mim, única e exclusivamente porque só o consigo, e acho que posso dizer conseguimos, quando é amor e não deslumbramento, quando sentimos que amamos e não quando nos sentimos cativados por alguém... no entanto, aquele foi o momento em que os medos regressaram, depois de meses em que haviam ficado detrás do gelo...

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